Filme de Cíntia Domit Bittar chega à Globoplay com drama familiar em tom agridoce e está disponível na plataforma até 04 de fevereiro.
Margarida Baird retorna ao audiovisual em um papel que pede delicadeza, precisão e presença. Em Um Dia Extraordinário, da diretora Cíntia Domit Bittar (Virtuosas, 2025; Baile, 2019), a atriz vive Ivete, matriarca octogenária que começa a lidar com os primeiros sinais do Alzheimer enquanto mantém um interesse quase lúdico pelo universo extraterrestre. O longa fica disponível na Globoplay de 24 de janeiro a 04 de fevereiro.

A história acompanha Moira (Alana Bortolini), jovem agricultora cuja rotina na pequena propriedade onde mora com a mãe é interrompida pela aparição de um agroglifo. O desenho no campo atrai a atenção da vizinhança, mas, dentro de casa, o acontecimento provoca outra movimentação: o reencontro com Cecília (Paula Braun) e Maurício (Valdir Grillo), irmãos que retornam e obrigam a família a olhar para o que ficou suspenso ao longo do tempo. Entre o ruído do inusitado e o silêncio das relações, o filme se constroi como um drama familiar de tom agridoce.
Cíntia Domit Bittar aposta na mistura de gêneros como forma de conduzir o espectador. “Eu gosto muito da mistura de gêneros narrativos. Adoro quando começo a assistir a um filme e ele me leva para outro lugar, sem nenhum aviso além de pistas sutis. Em Um Dia Extraordinário, acontece a partir de um agroglifo, que é um símbolo já muito conhecido do universo da ficção científica. E então a trama desenrola para um drama familiar num tom agridoce… O elemento de ficção científica, portanto, não é o tema, mas o catalisador”, afirma. A diretora explica que buscou uma direção intimista, orientada pela emoção de cada cena, e que a identidade catarinense aparece como camada. “O desafio foi evitar as obviedades e construir a representatividade nas sutilezas dos cenários, dos objetos, na maneira de agir das personagens.”

Essa escolha também aparece na fala dos personagens. O filme adota o sotaque do Meio-Oeste catarinense, região de origem de parte da equipe, incluindo Cíntia e a atriz Alana Bortolini. “É uma satisfação enorme levar esse sotaque para todo o Brasil… É fundamental que os mais diversos Brasis estejam nas telas, à frente e atrás das câmeras. A pluralidade é a nossa riqueza, e um cinema independente verdadeiramente nacional contribui para uma visão mais realista e complexa sobre quem somos”, completa a diretora.
Em Um Dia Extraordinário, Ivete é a personagem que sustenta o eixo emocional do filme. Sua curiosidade pelo desconhecido não entra como excentricidade, mas como chave afetiva e um modo particular de lidar com o que começa a escapar. É nessa tensão, entre o que se apaga e o que insiste, que a interpretação de Margarida encontra espaço para delicadeza e humor, sem reduzir a personagem a um diagnóstico.

Com mais de 54 anos dedicados ao setor cultural, Margarida Baird reúne uma trajetória que combina interpretação, direção, dramaturgia e formação. Em Florianópolis, fundou o grupo Teatro Sim… Por que não?!! e o Círculo Artístico Teodora. Dirigiu e escreveu peças, atuou como professora de teatro e tem formação em Artes Plásticas pela Universidade do Estado de Santa Catarina. Sua participação anterior nas telas, no curta “O prazer é todo meu”, rendeu reconhecimento em festivais nacionais e internacionais, com prêmios de melhor atriz.
As filmagens aconteceram entre agosto e setembro de 2025, nas cidades de Abelardo Luz, Bom Retiro e Florianópolis, com locações que atravessam diferentes paisagens catarinenses. A obra é uma produção da Novelo Filmes em coprodução com a Globo Filmes, com o apoio da NSC TV.
Serviço
Um Dia Extraordinário
Disponível na Globoplay até 04 de fevereiro.
Elenco principal
Alana Bortolini (Moira), Margarida Baird (Ivete), Paula Braun (Cecília), Valdir Grillo (Maurício), Sarah Motta (Lu), Emilly Vicente (Bruna), Andres Prestes (Joca)
Assessoria de imprensa: Casa de la Gracia Comunica
Fotos: Divulgação/Novelo Filmes